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Ver mais longe...

Deparei-me, há algum tempo com um projecto arrojado, de âmbito regional, agora integrado na rede da UNESCO), que deverá fazer pensar sobre a sutentabilidade de acções mais alargadas, criadoras de sinergias múltiplas e bem mais funcionais, na promoção do desenvolvimento turístico regional. Chama-se Geopark Naturtejo.
Leiam-se os excertos do artigo que pode encontrar-se na íntegra através do link colocado no título.
(...)
Com a aprovação e reconhecimento do primeiro geoparque português na Rede (da UNESCO), a Naturtejo e todos os agentes económicos deste território, têm agora a oportunidade de através do produto "Turismo de Natureza", aproveitar o mercado global que esta rede representa, como destino de excelência, sob os auspícios da UNESCO. Todo o trabalho estruturado pela Naturtejo, até esta data, visou encontrar uma estratégia, que nos pudesse colocar bem posicionados num mercado global. A partir desta data há que continuar a estruturar este trabalho, visando atingir este objectivo com sucesso, tendo como tarefas por exemplo o desenvolvimento nas áreas da comunicação, a montante e jusante, como seja a sinalização do território e do património existente, a criação de centros e circuitos interpretativos e a promoção do seu território de actuação. Fundamental, para o bom sucesso desejado, é necessário implementar programas, animação e percursos turísticos no território, como a "Rota da Gardunha", a "Rota da Geologia e Arqueologia do Ródão", a "Rota dos Barrocais", a "Rota Segredos do Vale de Almourão", a "Rota d`Agua Alta", alguns dos desafios na Região Naturtejo, aos quais se juntam a criação de centros interpretativos e espaços museológicos, como o Núcleo do Paleozóico, o Núcleo Geomineiro de Idanha e o Centro de Interpretação de Foz do Cobrão, entre outros já em funcionamento. Pretende-se junto dos públicos a atingir, ter uma programação que reflicta a excelência do património natural e histórico-cultural. Assim, o Geopark traz novas responsabilidades às entidades envolvidas em termos de ordenamento do território, destacando-se a aposta na interpretação dos geo-monumentos identificados, sendo de realçar a implementação da "Agenda Local XXI" pelas autarquias, que vem melhorar alguns aspectos nesse sentido.
(...)
Carlos Neto Carvalho, director técnico deste trabalho, encara o Geopark Naturtejo "com grande optimismo, desde o seu início, caracterizando-o como um projecto arrojado para o país". O geólogo acrescentou ainda que "temos o nosso património geológico e os valores envolventes certificados pela marca de excelência da UNESCO, mas somos forçados por esta organização a desenvolver estratégias que promovam estes espaços naturais de uma forma sustentável".
Os seis concelhos integrados nesta empresa intermunicipal, nomeadamente Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Nisa, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão, também ganham com a promoção em rede em 50 geoparques, espalhados por 15 países, que se encontra em franca expansão. A conservação da natureza e do património histórico-cultural aliada ao desenvolvimento regional sócio-económico sustentável é assim a grande mais valia deste projecto, que por ser pioneiro em Portugal e por se desenvolver no seio de uma rede internacional também é vantajoso para a promoção do "turismo de natureza" a nível internacional.
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Como explica Armindo Jacinto "com este projecto pretende-se incentivar o sector privado a investir na região", acrescentando que "precisamos de ter investimento e dimensão ao nível da oferta hoteleira, da animação, restauração e serviços, como o artesanato, produtos regionais de qualidade, etc.".
O Ecomuseu de Barroso poderá ser o início. Mas há caminhos que é necessário percorrer. E não basta ir andando. Ou esperar que aconteça.

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