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Pseudo-profetas

A sociedade está impregnada de "pseudo-profetas" que entre pregões fortes, dedo em riste e punhadas na mesa, vão indicando rumos, estabelecendo metas e objectivos. E a generalidade do povo, quais ovelhas dóceis, vão aplaudindo e dando vivas com um seguidismo e uma subserviência que chegam mesmo a parecer manifestações colectivas de loucura.
"Porque nós estamos aqui para defender os vossos interesses e para pugnar pelos vossos direitos!" - Apregoam eles.
Quem os vê e ouve, numa avaliação superficial, até pensa que sim, que com toda aquela teatralização de circunstância, estão ali a fazer um grande sacrifício, que estão ali para servir a comunidade. Pois, desengane-se quem, ainda, assim pensa.
Em casos pontuais, poderão estar lá por esses nobres motivos, mas no essencial, é o dinheiro, a projecção pessoal, o poder, o prestígio, a proximidade e antecipação relativa a qualquer negócio que venha a revelar-se lucrativo, o acesso a informações privilegiadas, entre outros motivos, uns mais éticos que outros, que os leva ao palanque.
Por muitas habilidades retóricas, fintas e truques de malabarismo, em tempo de vacas magras não se podem prometer gordos vitelos!
Só mesmo um milagre...

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