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Crónica de uma inauguração azarada


…um aluno do 5.º ano, encarregue de entregar um presente ao Secretário de Estado, que não sabia muito bem se andava no 5.º A, B ou C.
…uma lápide à medida da Ministra da Educação que achou por bem dispensar o seu descerramento a troco de “motivos de agenda”.
…uma sala de tecnologias da informação e comunicação sem um retroprojector multimédia, "sem computadores" e sem um único quadro interactivo.


E …”falam” de “Novas Oportunidades”! Para quem? E… falam de “Choque Tecnológico”! Para quando?
São estes “pequenos” exemplos que nos dizem que algo não vai bem na educação em Portugal e é enorme o desfasamento entre a retórica e a sua aplicação.
Grosso modo, a educação em Portugal, plasma-se num corpo docente desmotivado e desconfiado das políticas prosseguidas pelo Ministério, nas salas mal equipadas ou sem equipamento e nos encerramentos de escolas sem que estejam devidamente asseguradas alternativas viáveis onde se salvaguardem, nomeadamente, as condições de transporte das crianças e jovens, em segurança, para outro estabelecimento de ensino.
Nestas condições, um aluno do 5.º ano é bem capaz de chegar ao fim do ano sem saber muito bem se pertence ao 5.º A, B ou C, pois a escola, não se lhe apresenta como um espaço agradável, acolhedor, bem equipado e motivador para o desenvolvimento das suas capacidades pessoais e sociais.