"Aldeia de Frades (Montalegre) – Domingos da Costa, 57 anos, contraria a tendência das estatísticas. Saiu da Grande Lisboa há cinco anos para voltar à terra natal, em Trás-os-Montes.

Encontrei-o esta tarde no pasto, nas margens do Rio Cávado. Enxada na mão a servir de cajado, coração aberto para contar um pouco da sua história de vida.

Domingos tornou-se pastor porque se cansou de passar os dias no café. Hoje acompanha e fala com 11 vacas pachorrentas que lhe dão o sustento possível: «Não compensa muito, mas vai dando para viver», diz com ar feliz.

No fundo, é mais uma forma de passar o tempo do que de ganhar a vida. E apesar do frio e das horas consecutivas no campo, o pastor de Almada considera que o silêncio e o ar puro que encontra na serra transmontana são o melhor que há."
Este reformado da GNR deixou o rebuliço das ruas de Almada para se dedicar ao pastoreio de vacas barrosãs.

Encontrei-o esta tarde no pasto, nas margens do Rio Cávado. Enxada na mão a servir de cajado, coração aberto para contar um pouco da sua história de vida.

Domingos tornou-se pastor porque se cansou de passar os dias no café. Hoje acompanha e fala com 11 vacas pachorrentas que lhe dão o sustento possível: «Não compensa muito, mas vai dando para viver», diz com ar feliz.

No fundo, é mais uma forma de passar o tempo do que de ganhar a vida. E apesar do frio e das horas consecutivas no campo, o pastor de Almada considera que o silêncio e o ar puro que encontra na serra transmontana são o melhor que há."

in TSF
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Nos tempos actuais em que a desertificação ou despovoamento, termo que penso ser mais correcto, se tornou regra, há sempre excepções à mesma. Há aqueles que regressam às origens, à terra que os viu nascer, para, nessa mesma terra, desenvolverem as mesmas actividades que, por não serem rentáveis, em outros tempos, os fizeram partir para outras paragens.
Padadoxo humano ou a ascensão de uma nova realidade?!
Vítor Afonso
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