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Hoje tal como ontem... III

Hoje, no jornal O Público e nos diversos noticiários das diferentes televisões, em sequência daquilo que tem vindo a ser noticiado acerca da licenciatura do nosso Primeiro Ministro, Eng.º José Sócrates, foi esclarecido que é o grau académico de licenciado que consta na sua biografia enquanto deputado desde 1993. Segundo se sabe, José Sócrates terminou o bacharelato em 1979, assumiu o cargo de deputado, pela primeira vez, em 1987 e terminou a licenciatura, segundo consta, em 1996. Isto, para além da polémica levantada em redor do modo como obteve a sua licenciatura, assume-se, em nosso entender, dramático, dado tratar-se de um documento oficial ( biografia oficial do deputado na Assembleia da República), sendo que os dados que nele constam, pressupomos, foram facultados por ele ou por alguém muito próximo. Algo “não bate certo!” Se por engano, se por incúria ou intencionalmente (em virtude do cargo a ocupar e dos constrangimentos que pudessem resultar do facto de não se ser licenciado), ele ou alguém faltou, já na altura e de acordo com o noticiado, com a verdade.
Acreditando que o nosso Primeiro Ministro é pessoa de bem, reconhecendo-lhe excelente desempenho no cumprimento das suas funções e confiando que ele não seja mais um, de entre os muitos, que se inscrevem nas palavras deixadas por Eça, cremos que, em defesa da sua honorabilidade, do seu bom nome, não vai deixar de esclarecer o “povo” de modo cabal, colocando um ponto final no assunto.
O risco inerente a toda esta “confusão”, caso este e o outro tema, o da possibilidade de ter de algum modo sido favorecido na obtenção do grau académico de licenciado, fiquem por esclarecer ou mal esclarecidos, é o de deitar a perder toda uma carreira até então excelente, quase brilhante e passar a fazer parte do rol de impostores que o foram, são e hão-de continuar a ser.

Comentários

  1. Honra lhe seja feita. O nosso Promeiro ministro, José Sócrates, saiu-se lindamente da "embrulhada" em que se encontrava metido. Não nos parece que o assunto tenha ficado encerrado. Contudo, aquilo que venha a acrescentar-se-lhe há-de ser somente "palha" com o fito de vender mais meia dúzia de jornais.
    O tema era melindroso e as questões ardilosas, mas nem por isso, ao contrário daquilo que muitos esperavam, perdeu a compustura, nunca evitando as perguntas e dando respostas, com exepção da questão relativa ao modo como foi conduzido o processo de equivalências, claras e concisas. Mesmo relativamente ao processo de equivalência, embora o modo como ocorreu escape à normalidade procedimental, parece-nos que a ter que se "apontar o dedo" a alguém, esse alguém é a universidade, a qual devia exigir na altura do pedido, o(s) certificado(s) de habilitações, devidamente autenticados, por forma a poderem dar andamento ao processo. Não parece ter havido má fé do então aluno José Sócrates, dado ter, quando lhe foi solicitado pela universidade,feito prova das suas habilitações académicas.

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  2. As habilitações, no caso, é o que menos parece interessar e aquilo a que foi dado maior destaque... Mais problemáticas são as relações, inter-relações, cargos e descargos... Isso, a que se não dá a devida importância, é que constitui o fundamento de toda a questão. Não interessam os papéis, as licenciaturas ou os bacharelatos, mais importante será a competência. No caso, há muito mais a desvendar, não apenas datas e notas.
    Abraço, Vítor.

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  3. Anónimo18.4.07

    Neste "paiseco", os governantes e governados só se preocupam com os Drs. e Eng.ºs, a honestidade e a honra são coisas menores. O caso nosso 1.º é disso bem elucidativo.

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