

Ando pra baixo e pra cima
como o ouro na balança;
enquanto não fores minha
meu coração não descansa.
Deste-me uma pêra verde
Que havia de amadurar;
O que é verde, sempre é verde,
Não me venhas enganar.
Que havia de amadurar;
O que é verde, sempre é verde,
Não me venhas enganar.
Não olhes pra mim, não olhes,
pucareiro abanado;
sempre gostei de trazer
meio mundo enganado.
Não te rias de quem chora
é coisa que Deus ordena;
pode a roda desandar
e penares a mesma pena.
Cuidavas tu, por me rir,
que já me tinhas na mão:
eu não sou como as amoras
que se apanham pelo chão.
Tu cuidavas, por me rir,
que já me tinhas na mão;
eu rio e zombo contigo
no cabo digo que não.
Alta serra do Larouco
onde coalha a neve dura:
quem é firme é desgraçado,
quem é falso tem ventura.
Textos: BAPTISTA, José Dias (comentário, recolha e notas de), Cancioneiro de Barroso, vol.I, CMM, 2000.
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